Aural Vampire - RAZORS ON BACKSTREET

resenha - 02.05.2014 21:01

Aural Vampire evolui a um novo nível assustador com seu primeiro álbum apresentando sua nova formação.

Aural Vampire é um dos mais famosos e conceituados grupos góticos do Japão, e com razão. Sua mistura única de música eletrônica, filme de terror B, e humor negro lhes conferiu elogios tanto em sua terra natal quanto no exterior, por isso não seria um exagero citá-los como um grupo que nunca deixa de entreter. Quando o grupo chega ao patamar superior em sua subcultura, ganhando fama internacional e apresentando-se regularmente ao redor do mundo, ainda é possível evoluir? O novo álbum do grupo, RAZORS ON BACKSTREET, prova que sim.

Aural Vampire sofreu uma transformação. Depois de ficar em relativo silêncio desde 2011 (exceto por um show e o lançamento de um single), a dupla voltou e está pronta para mostrar seu novo som – e eles trouxeram amigos. Originalmente uma dupla, eles recrutaram quatro novos membros em 2012 e estrearam uma nova formação em seu single Soloween. Aural Vampire é agora uma banda híbrida de rock/darkwave gótico, com WU-CHY no baixo, Higuchuuhei na guitarra, ZEN no teclado e IZU na bateria, e o resultado foi um upgrade para um grupo já bem sucedido.

O ponta-pé inicial para o álbum é apropriadamente intitulado Main Theme. Os booms eletrônicos nefastos acompanham a introdução narrada que lembra um trailer de filme B de terror velho, e serve para deixar o ouvinte saber o que está por vir. A próxima é a primeira música “real”, Carpe Noctem. A canção tem partes iguais de rock e eletrônico, é aqui que a evolução do grupo torna-se facilmente perceptível. A composição básica e o vocal são familiares aos fãs de longa data do Aural Vampire, mas a adição de uma banda completa eleva a canção a seu auge.

A próxima música, MAILER-DEMON, apresenta o grupo de forma mais assustadora, com as batidas tecno mais ameaçadoras de RAVEMAN até o momento. Depois disso vem uma nova versão para uma canção de 2011Kerguelen Vortex, que foi significantemente preenchida graças aos novos membros. Embora a original funcione bem da forma que é, instrumentos mais pesados e a percussão implacável mutam a trilha em uma besta um pouco mais distinta. Bad Taste Youth permite que os novos membros levem a maioria da música e o resultado é um rock cativante com frequentes enfeites eletrônicos. O estranhamente intitulado NO-SEE-UM segue uma direção evocativa da formação original da banda, mas gradualmente apresenta os novos instrumentos e ainda mantém suas características, um som rave apropriado.

No meio do álbum está a Yama no Ox Bakery, e é essa música que mostra toda a produção da melhor maneira possível. Humor tem sido sempre um elemento sutil na identidade musical do Aural Vampire, mas aqui este elemento está a pleno vapor. Yama no Ox Bakery é uma canção infantil com um toque obscuro e é hilária. Entre o narrador gentil, um piano saltitante e alguns vocais incrivelmente bonitos de EXO-CHIKA, a faixa é um destaque definitivo que os ouvintes não esperam.

O álbum volta a um som mais escuro, com uma pequena re-introdução tipo vídeo-game chamada BIG BUG HUNTER. Seguida por Sex to Gang to Children, a qual é puro rock gótico com floreios eletrônicos. Mukuromantic começa com uma batida dançante vagamente latina, mas rapidamente segue com um estilo synth pop agradavelmente brilhante dos anos 80. Fragile é outra faixa de rock com um ar muito mais otimist, e é seguida pela peculiar darkwave do referido single de 2012, Soloween. O álbum termina com Robinson, uma música tão energética que somente Aural Vampire poderia fazer sem parecer completamente boba. A música acaba se desvanecendo em um monólogo e instrumentos pesados dos outros membros, deixando uma impressão duradoura que mostra o quão especial é este álbum.

Sem se desviar do som forte característico da dupla, Aural Vampire conseguiu criar um lançamento que fosse acessível a ambos os fãs, novos e antigos. Todas as marcas registradas estão aqui - RAVEMAN e suas habilidades como DJ estão em melhor forma e EXO-CHIKA continua a ser um vocalista competente, mas há uma variedade de surpresas para encantar todos os ouvintes. Rock sem filtro como Fragile e Robinson mostram a versatilidade da nova formação, enquanto Yama no Ox Bakery prova o quão forte a voz única do grupo pode ser. Ouvir RAZORS ON BACKSTREET é como se você caminhasse através de uma casa assombrada - algo novo salta em cada canto. Essa é uma comparação muito apropriada, e espera-se que a banda possa ecoar em cada lançamento que a de vir.
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